Sou o Dr. Eduardo Malavolta, especialista em ombro e cotovelo, e tenho a satisfação de apresentar o artigo intitulado "Diagnostic accuracy of preoperative magnetic resonance imaging for detecting subscapularis tendon tears: a diagnostic test study".
Este estudo aborda um tema crucial na avaliação de lesões do manguito rotador, especificamente as lesões do músculo subescapular, que podem causar dor e limitação funcional significativa no ombro. A precisão do diagnóstico por meio de ressonância magnética (RM) para lesões do subescapular apresenta uma ampla variação na literatura, e há poucos estudos prospectivos que analisam de forma criteriosa essa questão. O objetivo principal do nosso estudo foi comparar os achados da ressonância magnética com os resultados da artroscopia, que é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de lesões do manguito rotador.
Realizamos uma pesquisa em um hospital terciário, incluindo pacientes que se submeteram a reparo artroscópico do manguito rotador e que anteriormente realizaram RM de alto campo magnético sem contraste. As imagens foram avaliadas de forma independente por um cirurgião especializado em ombro e dois radiologistas musculoesqueléticos. Determinamos métricas como sensibilidade, especificidade, valores preditivos positivo e negativo, precisão, além de acordos inter e intraobservador. Foram avaliadas RMs de 200 ombros, e a incidência de lesões do subescapular foi de 69,5%, sendo 41,5% parciais e 28,0% de espessura total. O acordo entre observadores foi classificado como moderado para a detecção de lesões do subescapular. O cirurgião do ombro apresentou sensibilidade variando de 51,1% a 59,0% e especificidade de 91,7% a 94,4%. Por outro lado, os radiologistas apresentaram sensibilidade de 83,5% a 87,1% e especificidade de 41% a 45,9%, mostrando uma discrepância interessante entre os especialistas. A precisão média dos exames foi de 67,6%, inferior à precisão geral para lesões do manguito rotador. Concluímos que as RMs de 1,5 T sem contraste demonstraram uma sensibilidade média de 70,2% e uma especificidade média de 61,9% na detecção de lesões do subescapular.
Esses resultados reforçam a importância de uma avaliação cuidadosa e multidisciplinar, visto que a sensibilidade foi maior entre os radiologistas musculoesqueléticos, enquanto a especificidade foi mais alta no cirurgião do ombro. Para pacientes com dor persistente no ombro ou outros sintomas relacionados ao manguito rotador, é fundamental consultar um ortopedista especialista em ombro e cotovelo que possa oferecer um diagnóstico adequado e um plano de tratamento efetivo. Ofereço consultas e avaliações, incluindo atendimentos por telemedicina, permitindo também uma segunda opinião cirúrgica em casos necessários. Convido você a clicar no link do artigo para se aprofundar nos detalhes desta pesquisa e entender melhor as implicações dos resultados obtidos.
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32844908/
Prof. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo.
Médico ortopedista referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo, com mais de 20 anos de experiência clínica e cirúrgica, atua como professor e pesquisador na FMUSP e realiza consultas particulares ou via reembolso.
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