Lesão Proximal do Bíceps

Tratamento para lesão do proximal do bíceps em são paulo


Entenda a anatomia do bíceps

O tendão do bíceps possui duas origens, a cabeça longa e a cabeça curta. A cabeça longa se origina no lábio superior da glenoide, enquanto a cabeça curta no processo coracoide. O rompimento da cabeça longa é frequente, enquanto o da cabeça curta é muito raro. Dessa maneira, esse texto vai abordar apenas a cabeça longa.

Por que o bíceps rompe?

O bíceps, assim como outros tendões, pode sofrer um processo degenerativo, diminuindo sua resistência com o passar dos anos. Além disso, outros fatores como anormalidades no seu trajeto e lesões do manguito rotador podem influir. O manguito rotador normalmente recobre toda a porção articular do tendão. Quando o manguito está lesado o bíceps fica exposto e pode ser submetido a trauma e atrito repetido.

Um diagrama dos músculos do braço e do ombro.
O braço de um homem com hematoma e o braço de um homem sem hematoma

Identificando os sintomas da lesão proximal do bíceps

O paciente costuma reclamar de dor no ombro. Uma equimose grande pode aparecer no braço. Em alguns casos, o músculo retrai, formando o sinal de Popeye, que é o abaulamento formado pelo músculo no braço.

Agende uma consulta

Qual o tratamento?

Caso o paciente seja pouco sintomático, não é necessária cirurgia. Nesses casos, medicação e fisioterapia costumam ser suficientes. Esse rompimento não costuma levar a diminuição de força. Nos casos de dor persistente ou sinal de Popeye que incomode esteticamente o paciente pode ser realizada a cirurgia.

Como é a cirurgia para lesão proximal do bíceps?

O procedimento é a tenodese, onde o tendão é fixado no úmero. É importante avaliar também o manguito rotador, geralmente com uma ressonância magnética. A associação de rompimentos do bíceps e do manguito é alta. Caso o manguito esteja rompido e o paciente for sintomático realiza-se, na mesma cirurgia, o reparo da lesão do manguito e a tenodese. Após a cirurgia, é necessária a imobilização com tipoia por 4 a 6 semanas, seguido de fisioterapia para ganho do movimento e fortalecimento do manguito rotador e do bíceps.

Agende uma consulta
Um desenho de um ombro com uma seta apontando para cima

Médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo


Dr. Eduardo Malavolta

CRM-SP: 104.081 | TEOT: 10.138

Sou o Dr. Eduardo Malavolta, especialista em Ombro e Cotovelo, e posso lhe ajudar no tratamento e prevenção de problemas nessas articulações. Como Chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IOT-HCFMUSP) e Professor Livre-docente da FMUSP, atuo no ensino de alunos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de residentes de Ortopedia e estagiários de Ombro e Cotovelo. Na pesquisa, tenho mais de 80 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais e sou orientador de teses de mestrado e doutorado. Na assistência médica, realizo consultas e cirurgias, com ampla experiência na área. Além disso, como membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), atuo para melhorar a formação de estagiários de Ombro e Cotovelo por todo o Brasil, além de organizar cursos e congressos para a atualização científica dos membros associados. Bem-vindo ao meu site, onde você encontrará informações sobre meus serviços e meu compromisso com o bem-estar dos pacientes. Estou aqui para lhe ajudar no cuidado com o Ombro e Cotovelo.

Saiba mais

Conteúdo Relacionado

CONTINUE LENDO

Por Eduardo Malavolta 13 de fevereiro de 2026
Participei recentemente de uma entrevista no Jornal USP , em que aprofundei um tema: “Ombro congelado” pode limitar movimentos e causar dor intensa. A dor no ombro muitas vezes começa discreta. Mas, em alguns casos, ela evolui para uma condição que pode comprometer seriamente a qualidade de vida: o ombro congelado, também conhecido como capsulite adesiva. E o que mais preocupa é que muitas pessoas demoram para buscar ajuda — achando que é apenas “mau jeito” ou consequência de esforço. O que é ombro congelado (capsulite adesiva)? O ombro congelado é uma inflamação da cápsula que envolve a articulação do ombro. Quando essa cápsula inflama e se espessa, o espaço interno da articulação diminui. O resultado? Dor intensa e perda progressiva de movimento. Diferente de uma tendinite ou de uma lesão muscular, a capsulite adesiva afeta diretamente a mobilidade da articulação. O ombro começa a “travar”. E quanto mais o tempo passa, mais rígido ele fica, a condição é essencialmente inflamatória e reduz significativamente a capacidade de movimentação. Ou seja: não é exagero. É uma doença real, com evolução própria e que exige acompanhamento adequado. Para ler a matéria na íntegra, convido você a clicar no link da entrevista: https://jornal.usp.br/radio-usp/ombro-congelado-pode-limitar-movimentos-e-causar-dor-intensa/
Por Eduardo Malavolta 13 de janeiro de 2026
Participei recentemente de uma entrevista na Veja Saúde , em que aprofundei um tema que ganha relevância a cada verão: o impacto dos esportes de praia e piscina sobre a saúde do ombro. A natação, o beach tennis e o vôlei se tornaram protagonistas desta estação, são modalidades acessíveis, divertidas e excelentes aliadas do bem-estar, porém, junto com o aumento da prática, cresce também o número de queixas relacionadas a dor e limitação funcional nessa articulação. O ombro é uma articulação altamente móvel, capaz de realizar uma ampla variedade de movimentos, e essa versatilidade, porém, tem um custo: depende da estabilidade e força de estruturas que podem ser facilmente sobrecarregadas quando a t écnica é incorreta , os treinos são intensos demais ou quando há falta de preparo muscular . É nesse contexto que surgem sintomas como dor progressiva, dificuldade para elevar o braço, perda de força e até episódios de inflamação. E u m dos principais pontos que destaquei é que a maioria dessas lesões poderia ser evitada com ações preventivas simples, que exigem mais disciplina do que complexidade: Fortalecimento gradual Respeito aos limites do corpo Atenção à postura Acompanhamento profissional sempre que possível. Movimentos repetitivos, comuns nessas modalidades, induzem estresse contínuo ao manguito rotador e, sem adaptação adequada, levam ao desgaste de tendões e músculos. A recomendação para quem deseja aproveitar o verão sem interrupções é clara: preparar o ombro antes de exigir o máximo dele. Exercícios específicos para musculatura profunda da escápula e do manguito rotador, aliados ao alongamento e equilíbrio corporal, formam a base preventiva mais segura e científica, mas e quando a dor aparece e não melhora com repouso, gelo e ajustes de treino? O caminho mais responsável é procurar um ortopedista especializado, pois muitas lesões identificadas precocemente tem tratamento mais simples, com melhores resultados e menor tempo de afastamento das atividades. Cuidar do ombro é cuidar do movimento, e o movimento, nesta época do ano, é sinônimo de saúde, convívio e qualidade de vida. Aproveitar o verão com segurança não exige abandonar o esporte, mas sim entendê-lo e respeitar o corpo que o sustenta. para ler a matéria na íntegra, convido você a clicar no link da entrevista https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/natacao-beach-tennis-e-volei-por-que-o-ombro-sofre-e-como-evitar-lesoes/ P r of. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo.