Tendinite Calcária

Tratamento para tendinite calcária em são paulo


O que é tendinite calcária?

Tendinite calcária é um tipo especial de tendinite que acomete o manguito rotador. Nessa doença, forma-se um depósito de cálcio no interior do tendão. Não se sabe exatamente o que causa essa doença, mas sabe-se que muitas vezes o depósito de cálcio não causa sintomas, e na maioria das vezes o corpo reabsorve o cálcio espontaneamente. Porém, em algumas situações, ela pode ser fonte de dor no ombro.

Como é feito o diagnóstico de tendinite calcária?

O diagnóstico e o acompanhamento são feitos com radiografias do ombro. Ultrassom ou ressonância podem ajudar em algumas situações.

Uma imagem gerada por computador de um ombro com uma mancha vermelha.

Identificando os sintomas da tendinite calcária

O sintoma principal da tendinite calcária é a dor no ombro, que piora nos movimentos de elevação do braço. Estes sintomas podem ser leves, nos casos crônicos, ou se apresentar como uma dor muito forte, associada a limitação de movimentos, nos casos agudos.

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Quais as fases da tendinite calcária?

Na fase de formação, a calcificação é densa e o paciente muitas vezes assintomático. Na fase de reabsorção, a calcificação torna-se menos densa, com aspecto enevoado. Nessa fase os sintomas costumam ser mais intensos. Depois, o ombro costuma evoluir para a cura, com o desaparecimento da calcificação.

Três radiografias de um ombro mostrando diferentes estágios de recuperação.

Qual o tratamento da tendinite calcária?

A tendinite calcária geralmente é tratada sem a necessidade de cirurgia, e normalmente evolui para a cura. O tratamento consiste em medicações e fisioterapia, além de evitar atividades esportivas e no trabalho que causem piora da dor. As medicações, dependendo da intensidade dos sintomas, podem ser por via oral, injeções intramusculares ou infiltrações. A fisioterapia geralmente contempla medidas de alívio da dor, alongamento da cápsula articular e fortalecimento do manguito rotador.

Quando é necessária a cirurgia?

Quando a dor não melhora apesar do tratamento com remédios e fisioterapia, é indicada a cirurgia para retirada dos depósitos de cálcio. Essa retirada pode ser realizada através de punção, também chamada de barbotagem, ou sob visão direta, utilizando a artroscopia. Após a cirurgia, a necessidade do uso da tipoia vai variar de 2 a 6 semanas, dependendo do quanto o tendão estiver acometido. Após esse período, é feita fisioterapia para ganho dos movimentos e fortalecimento.

Um desenho de um joelho com uma agulha nele
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Médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo


Dr. Eduardo Malavolta

CRM-SP: 104.081 | TEOT: 10.138

Sou o Dr. Eduardo Malavolta, especialista em Ombro e Cotovelo, e posso lhe ajudar no tratamento e prevenção de problemas nessas articulações. Como Chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IOT-HCFMUSP) e Professor Livre-docente da FMUSP, atuo no ensino de alunos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de residentes de Ortopedia e estagiários de Ombro e Cotovelo. Na pesquisa, tenho mais de 80 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais e sou orientador de teses de mestrado e doutorado. Na assistência médica, realizo consultas e cirurgias, com ampla experiência na área. Além disso, como membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), atuo para melhorar a formação de estagiários de Ombro e Cotovelo por todo o Brasil, além de organizar cursos e congressos para a atualização científica dos membros associados. Bem-vindo ao meu site, onde você encontrará informações sobre meus serviços e meu compromisso com o bem-estar dos pacientes. Estou aqui para lhe ajudar no cuidado com o Ombro e Cotovelo.

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Por Eduardo Malavolta 15 de agosto de 2025
Como ortopedista de ombro e cotovelo , professor livre-docente da FMUSP e pesquisador de ombro e cotovelo , tenho acompanhado de perto o aumento da prática da escalada indoor , especialmente na modalidade boulder . Essa atividade exige movimentos rápidos, explosivos e muitas vezes repetitivos acima da cabeça, o que naturalmente leva a uma sobrecarga das articulações do ombro , cotovelo e mão. No artigo que publicamos em colaboração com colegas e alunos de pós-graduação, buscamos entender melhor quais são as lesões mais comuns entre escaladores e quais fatores contribuem para seu aparecimento. Para isso, realizamos um estudo com 35 praticantes da modalidade, que responderam a um questionário detalhado e passaram por avaliações presenciais com ortopedistas certificados. Identificamos uma prevalência relevante de lesões no ombro (25,7%) e nas polias dos dedos (22,9%). Além disso, demonstramos uma associação estatisticamente significativa entre movimentos dinâmicos de escalada — como os saltos ou “dinâmicos” — e a presença de sinais de instabilidade anterior do ombro. Embora a escalada seja um esporte que envolve o uso dos membros superiores acima da cabeça, nossas observações sugerem que o tipo de sobrecarga imposta ao ombro é diferente daquela observada em esportes de arremesso, como o vôlei ou o beisebol, indicando uma fisiopatologia distinta que merece ser mais bem estudada. Esse trabalho reforça a importância de estratégias de prevenção, educação e treinamento específico para quem pratica o boulder indoor com frequência. Se você é praticante de escalada e tem sentido dor no ombro, sensação de instabilidade ou desconforto ao realizar movimentos rápidos e dinâmicos, pode ser o momento de procurar um ortopedista de ombro e cotovelo para uma avaliação adequada. Realizo consultas presenciais e também por telemedicina , inclusive oferecendo segunda opinião em casos de indicação cirúrgica. Para ler o artigo completo e entender os detalhes do estudo, clique no link abaixo. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39429319/ Prof. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo.