Artrose do Ombro

Tratamento para Artrose do ombro em são paulo


O que é a artrose do ombro?

A artrose (também chamada de osteoartrose ou osteoartrite) é a degeneração da superfície cartilaginosa de uma articulação. A articulação, que normalmente deve ser congruente, bem lubrificada e com as superfícies lisas, possibilitando movimentos suaves, torna-se doente e incongruente.

Identificando os sintomas da artrose do ombro

Os principais sintomas são dor e dificuldade para realizar os movimentos. Nos casos mais graves, a dor pode ser constante e não aliviar com medicamentos, e movimentos como levar a mão à nuca ou nas costas podem ser impossíveis.

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Tipos de Artrose de Ombro

Existem diversos tipos de artrose, sendo os principais:

  • Artrose primária: mais comum após os 60 anos, e geralmente acomete várias articulações;
  • Artrite reumatoide, ou reumatismo; 
  • Osteonecrose, que é a morte de uma parte do osso, podendo ser decorrente de trauma ou uso de corticoides, dentre outras causas;
  • Artropatia do manguito rotador, um tipo de artrose secundária a uma rotura extensa dos tendões do ombro;
  • Sequelas de fraturas ou de cirurgias.


Geralmente, o único exame necessário é a radiografia (raio-X). Em algumas situações, a tomografia, ressonância ou ultrassom podem ser solicitados.

Uma imagem gerada por computador de um ombro com uma articulação quebrada
Existem quatro tipos diferentes de radiografias do ombro.

Tratamento da Artrose de Ombro

A artrose não tem cura, e todas as medidas empregadas visam evitar a progressão e aliviar os sintomas.


O tratamento inicial é o não-cirúrgico. Remédios para dor, como anti-inflamatórios e analgésicos, e fisioterapia são os métodos mais utilizados. Alguns pacientes têm melhora dos sintomas com os colágenos, que tentam melhorar a qualidade da cartilagem. O tratamento não cirúrgico deve ser tentado por um mínimo de 3 a 6 meses.

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Quando deve ser feita a cirurgia?

Quando as medidas acima não surtem efeito, e a dor e limitação dos movimentos atrapalham muito as atividades do dia-a-dia, indica-se a cirurgia. Eventualmente, quando a artrose é leve, pode ser feito o tratamento por artroscopia. A técnica mais empregada é a artroplastia, também chamada de prótese, onde a articulação doente é substituída por uma peça de metal.

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Conheça os tipos de cirurgia para artrose no ombro

Existem diferentes tipos de artroplastias. A resurfacing e a artroplastia parcial envolvem a substituição apenas do úmero, sem colocação de um implante na glenóide. São indicadas em pacientes mais jovens e com artrose acometendo somente o úmero. A artroplastia total é indicada na maioria dos casos de artrose, e nesta cirurgia são colocados implantes nas duas partes da articulação. A artroplastia reversa é indicada nos casos de artropatia do manguito rotador. Após a cirurgia é necessária a imobilização por 4 semanas, seguida de fisioterapia para ganho dos movimentos e fortalecimento do manguito rotador.

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Existem quatro tipos diferentes de substituições de ombro.

Médico ortopedista especialista em Ombro e Cotovelo


Dr. Eduardo Malavolta

CRM-SP: 104.081 | TEOT: 10.138

Sou o Dr. Eduardo Malavolta, especialista em Ombro e Cotovelo, e posso lhe ajudar no tratamento e prevenção de problemas nessas articulações. Como Chefe do Grupo de Ombro e Cotovelo do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IOT-HCFMUSP) e Professor Livre-docente da FMUSP, atuo no ensino de alunos de Medicina, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, de residentes de Ortopedia e estagiários de Ombro e Cotovelo. Na pesquisa, tenho mais de 80 artigos publicados em revistas nacionais e internacionais e sou orientador de teses de mestrado e doutorado. Na assistência médica, realizo consultas e cirurgias, com ampla experiência na área. Além disso, como membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), atuo para melhorar a formação de estagiários de Ombro e Cotovelo por todo o Brasil, além de organizar cursos e congressos para a atualização científica dos membros associados. Bem-vindo ao meu site, onde você encontrará informações sobre meus serviços e meu compromisso com o bem-estar dos pacientes. Estou aqui para lhe ajudar no cuidado com o Ombro e Cotovelo.

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Por Eduardo Malavolta 13 de janeiro de 2026
Participei recentemente de uma entrevista na Veja Saúde , em que aprofundei um tema que ganha relevância a cada verão: o impacto dos esportes de praia e piscina sobre a saúde do ombro. A natação, o beach tennis e o vôlei se tornaram protagonistas desta estação, são modalidades acessíveis, divertidas e excelentes aliadas do bem-estar, porém, junto com o aumento da prática, cresce também o número de queixas relacionadas a dor e limitação funcional nessa articulação. O ombro é uma articulação altamente móvel, capaz de realizar uma ampla variedade de movimentos, e essa versatilidade, porém, tem um custo: depende da estabilidade e força de estruturas que podem ser facilmente sobrecarregadas quando a t écnica é incorreta , os treinos são intensos demais ou quando há falta de preparo muscular . É nesse contexto que surgem sintomas como dor progressiva, dificuldade para elevar o braço, perda de força e até episódios de inflamação. E u m dos principais pontos que destaquei é que a maioria dessas lesões poderia ser evitada com ações preventivas simples, que exigem mais disciplina do que complexidade: Fortalecimento gradual Respeito aos limites do corpo Atenção à postura Acompanhamento profissional sempre que possível. Movimentos repetitivos, comuns nessas modalidades, induzem estresse contínuo ao manguito rotador e, sem adaptação adequada, levam ao desgaste de tendões e músculos. A recomendação para quem deseja aproveitar o verão sem interrupções é clara: preparar o ombro antes de exigir o máximo dele. Exercícios específicos para musculatura profunda da escápula e do manguito rotador, aliados ao alongamento e equilíbrio corporal, formam a base preventiva mais segura e científica, mas e quando a dor aparece e não melhora com repouso, gelo e ajustes de treino? O caminho mais responsável é procurar um ortopedista especializado, pois muitas lesões identificadas precocemente tem tratamento mais simples, com melhores resultados e menor tempo de afastamento das atividades. Cuidar do ombro é cuidar do movimento, e o movimento, nesta época do ano, é sinônimo de saúde, convívio e qualidade de vida. Aproveitar o verão com segurança não exige abandonar o esporte, mas sim entendê-lo e respeitar o corpo que o sustenta. para ler a matéria na íntegra, convido você a clicar no link da entrevista https://saude.abril.com.br/coluna/com-a-palavra/natacao-beach-tennis-e-volei-por-que-o-ombro-sofre-e-como-evitar-lesoes/ P r of. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo. 
Por Eduardo Malavolta 15 de agosto de 2025
Como ortopedista de ombro e cotovelo , professor livre-docente da FMUSP e pesquisador de ombro e cotovelo , tenho acompanhado de perto o aumento da prática da escalada indoor , especialmente na modalidade boulder . Essa atividade exige movimentos rápidos, explosivos e muitas vezes repetitivos acima da cabeça, o que naturalmente leva a uma sobrecarga das articulações do ombro , cotovelo e mão. No artigo que publicamos em colaboração com colegas e alunos de pós-graduação, buscamos entender melhor quais são as lesões mais comuns entre escaladores e quais fatores contribuem para seu aparecimento. Para isso, realizamos um estudo com 35 praticantes da modalidade, que responderam a um questionário detalhado e passaram por avaliações presenciais com ortopedistas certificados. Identificamos uma prevalência relevante de lesões no ombro (25,7%) e nas polias dos dedos (22,9%). Além disso, demonstramos uma associação estatisticamente significativa entre movimentos dinâmicos de escalada — como os saltos ou “dinâmicos” — e a presença de sinais de instabilidade anterior do ombro. Embora a escalada seja um esporte que envolve o uso dos membros superiores acima da cabeça, nossas observações sugerem que o tipo de sobrecarga imposta ao ombro é diferente daquela observada em esportes de arremesso, como o vôlei ou o beisebol, indicando uma fisiopatologia distinta que merece ser mais bem estudada. Esse trabalho reforça a importância de estratégias de prevenção, educação e treinamento específico para quem pratica o boulder indoor com frequência. Se você é praticante de escalada e tem sentido dor no ombro, sensação de instabilidade ou desconforto ao realizar movimentos rápidos e dinâmicos, pode ser o momento de procurar um ortopedista de ombro e cotovelo para uma avaliação adequada. Realizo consultas presenciais e também por telemedicina , inclusive oferecendo segunda opinião em casos de indicação cirúrgica. Para ler o artigo completo e entender os detalhes do estudo, clique no link abaixo. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39429319/ Prof. Dr. Eduardo Malavolta, Referência no ensino e pesquisa em Ombro e Cotovelo.