Fratura Distal do Úmero

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Introdução

O úmero, o osso do braço, articula-se com a ulna e o rádio no cotovelo. As fraturas da porção distal do úmero costumam ocorrer após queda ao solo. Esta é a fratura mais grave dentre as que podem acometer o cotovelo.

Como é feito o diagnóstico?

A radiografia é suficiente na maioria das vezes. Em algumas situações a tomografia é solicitada, para detectar fraturas com mínimo desvio ou incompletas, ou ainda para planejar melhor o tratamento cirúrgico. O paciente costuma ter dor para movimentar o cotovelo, e bastante inchaço local.

Como é o tratamento da fratura distal do úmero?

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Nos casos onde não existe desvio, ou o desvio é pequeno, pode ser feito o tratamento conservador. Nessa situação, utiliza-se uma tala gessada por cerca de 1 mês, e tratamento fisioterápico após esse período.Infelizmente, esses casos são a minoria. O tratamento normalmente costuma ser cirúrgico.

Como é feita a cirurgia da fratura distal do úmero?

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a maioria dos casos é necessário utilizer duas placas e vários parafusos. Além disso, para visualizar adequadamente a superfície articular e realizar a redução adequada, geralmente é necessário um procedimento chamado osteotomia do olécrano, onde é feita, cirurgicamente, uma fratura nesse osso. Após o término da fixação do úmero, é preciso fixar o olécrano, geralmente com uma banda de tensão, como já explicado no tópico sobre fraturas do olécrano. Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar a rigidez do cotovelo. Em alguns casos com muita fragmentação da superfície articular não é possível fixar a fratura, sendo necessário realizer uma artroplastia do cotovelo.

Quais as complicações?

A principal complicação é a rigidez do cotovelo. Mesmo nos casos bem operados e com reabiliação adequada é esperado algum grau de perda do movimento. 

 

Posted on February 5, 2013 .