Dor no ombro: principais causas

A dor no ombro é a terceira maior causa de procura por consulta com ortopedistas, perdendo em frequência apenas para a dor lombar e no joelho. Além da dor,  queixas como limitação dos movimentos e dificuldade para realizar as atividades de trabalho ou lazer são comuns.

Várias doenças podem causar dor no ombro, e o tratamento varia entre elas. É importante fazer um diagnóstico preciso, baseado na história clínica, exame físico e exames de imagem é imprescindível.

A causa mais comum de dor no ombro são as afeções do manguito rotador. O manguito rotador é um conjunto de 4 tendões que recobrem a cabeça do úmero e são responsáveis pelos movimentos do ombro. Elas podem ser divididas em:

Bursites e tendinites:

Existe apenas inflamação local, sem rompimento dos tendões. As estruturas inflamadas podem ser a bursa (tecido que recobre os tendões facilitando seu deslizamento), os tendões, ou mais frequentemente, ambas. O tratamento costuma ser não cirúrgico (saiba mais).

Lesão do manguito rotador:

Os tendões apresentam algum grau de ruptura, que pode ser parcial ou completa. Quando parcial, geralmente é possível tratar de maneira conservadora. As roturas completas, embora não sejam obrigatoriamente de tratamento cirúrgico, constituem a principal causa de cirurgia no ombro (saiba mais).

Lesão proximal do bíceps:

Embora não faça parte do manguito rotador, o bíceps é uma estrutura anatomicamente próxima a ele e que pode causar os mesmos sintomas.  Frequentemente ocorre associação dos problemas (saiba mais). Quando a lesão do biceps ocorre na sua inserção, ela é chamada de lesão SLAP (saiba mais).

Tendinite calcária:

Nesse tipo de tendinite, ocorre um depósito de cálcio no interior do tendão. Os sintomas podem ser mais intensos que na tendinite comum, e o tratamento geralmente é não cirúrgico (saiba mais).

 

            Existem algumas doenças que além de causar dor são caracterizadas por diminuir os movimentos do ombro. O exame físico detalhado é importante para o diagnóstico, não devendo o medico se basear somente nos exames de imagem. São elas:

 

Artrose do ombro, ou osteoartrose:

Os sintomas costumam ser crônicos, geralmente existindo há anos. O paciente passa a ter dificuldade progressiva para atividades habituais, como se vestir ou pentear os cabelos. O tratamento inicial é não cirúrgico, mas pode ser necessária a realização de uma prótese do ombro (saiba mais).

Artropatia do manguito rotador:

Esse é um subtipo de artrose, causada por uma lesão grande e crônica do manguito rotador. Pode ser bastante incapacitante. Quando indicada a cirurgia, geralmente é realizada um tipo especial de prótese do ombro, a artroplastia reversa (saiba mais).

Capsulite adesiva, ou ombro congelado:

Essa doença é mais frequente em pacientes com diabetes ou hipotireoidismo. Numa fase inicial, ocorre apenas dor, sendo muito difícil diferenciar de um problema do manguito rotador. Com o passar dos meses, surge a limitação dos movimentos. Geralmente não é necessária cirurgia, mas a melhora completa pode demandar longo tratamento (saiba mais).

 

Posted on March 24, 2016 .

Dor no cotovelo: principais causas

A dor no cotovelo, embora menos frequente que no ombro, pode ser bastante incapacitante. As principais causas de dor no cotovelo são:

Epicondilite lateral:

Essa é causa mais comum de dor no cotovelo, e uma das tendinites mais frequentes. Costuma ocorrer dor na parte externa do cotovelo e dificuldade para realizar movimentos com a mão. Também é conhecida como cotovelo do tenista. Normalmente é de tratamento não cirúrgico (saiba mais).

Epicondilite medial:

Dor na parte interna do cotovelo, que também pode causar dificuldade para realizar movimentos com a mão. Mais rara que a epicondilite lateral. Também conhecida como cotovelo do golfista. Normalmente é de tratamento não cirúrgico (saiba mais).

Rigidez do cotovelo:

Nesse diagnóstico, a dor pode ou não estar presente, e o principal sintoma é a dificuldade em realizar movimentos com o cotovelo. Pode ocorrer secundariamente a fraturas, imobilização prolongada, artrose e lesão da cartilagem. Caso o tratamento conservador não surta efeito, pode ser necessária uma cirurgia de liberação do cotovelo (saiba mais).

Artrose do cotovelo, ou osteoartrose:

A degeneração da cartilagem articular pode acometer qualquer uma das articulações do corpo, inclusive o cotovelo. Os sintomas costumam ser dor crônica e limitação progressiva dos movimentos. O tratamento costuma ser não cirúrgico, mas em alguns casos é necessário a realização de uma artroplastia do cotovelo (saiba mais).

Lesão distal do bíceps:

O tendão do bíceps pode romper no cotovelo, em especial em esforços físicos abruptos. É uma lesão incapacitante que normalmente necessita o tratamento cirúrgico (saiba mais).

Bursite olecraniana:

O cotovelo, assim como o ombro, possui uma bursa. Essa estrutura tem a função de facilitar o deslizamento tendíneo e quando inflamada gera a bursite. As principais causas dessa inflamação são traumas locais e reumatismos. Pode ocorrer aumento importante de volume na região posterior do cotovelo. Em algumas situações, uma punção é necessária. A cirurgia raramente é realizada (saiba mais).

 

Posted on March 24, 2016 .

Posição correta no computador

Em algumas profissões, ou mesmo para o lazer, o uso do computador pode ocupar várias horas do dia. Caso não sejam seguidas certas recomendações, a regra é o surgimento de dor nas articulações. Coluna, ombros, cotovelos e punhos costumam ser os locais mais acometidos. 

Além do posicionamento adequado, é importante realizar pausas durante a jornada de trabalho, e realizar alongamento para a coluna e membros. Lembre-se também que esse posicionamento não serve somente para o uso do desktop, mas também para o laptop. Utilizar o computador sobre as pernas, com o pescoço curvado, e sem apoio nos braços é uma causa frequente de dor.

Posted on March 26, 2015 .

Artrose do cotovelo

O que é a artrose do cotovelo?

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A artrose, também chamada de osteoartrose ou osteoartrite, é a degeneração da superfície cartilaginosa de uma articulação. A articulação, que normalmente deve ser congruente, bem lubrificada e com as superfícies lisas, possibilitando movimentos suaves, torna-se doente e incongruente.

Quais os sintomas da artrose do cotovelo?

Os principais sintomas são dor e dificuldade para realizar os movimentos. Nos casos mais graves, a dor pode ser constante e não aliviar com medicamentos, e movimentos como levar a mão à boca podem ser impossíveis.

Quais os tipos de artrose do cotovelo?

Existem diversos tipos de artrose, sendo os principais:

- Artrose primária: mais comum após os 60 anos, e acometendo várias articulações

- Artrite reumatoide ou reumatismo: costuma acometer pacientes mais jovens

 - Artrite pós-traumática: ocorre após um trauma ou fratura.

Geralmente, o único exame necessário é a radiografia. Em algumas situações, a tomografia, ressonância ou ultrassom podem ser solicitados.

Como é o tratamento da artrose do cotovelo?

A artrose não tem cura, e todas as medidas empregadas visam evitar a progressão e aliviar os sintomas.

O tratamento inicial é o não-cirúrgico. Remédios para dor, como anti-inflamatórios e analgésicos, e fisioterapia são os métodos mais utilizados. Alguns pacientes tem melhora dos sintomas com os chamados condroprotetores, sendo os mais utiliizados são a condroitina e a glucosamina. Esses remédios tentam melhorar a qualidade da cartilagem. O tratamento não cirúrgico deve ser tentado por um mínimo de 3 a 6 meses.

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Quais os tipos possíveis de cirurgias?

Quando as medidas acima não surtem efeito, e a dor e limitação dos movimentos atrapalham muito as atividades do dia-a-dia, indica-se a cirurgia.

Eventualmente, quando a artrose é leve, pode ser feito o tratamento por artroscopia. Nos casos moderados ou graves, duas técnicas são possíveis: a atroplastia de interposição e a artroplastia com implante.

Na artroplastia de interposição é feito o recobrimento da cartilagem doente com um pedaço de fáscia, tecido que recobre o músculo, retirado do próprio paciente. O objetivo desse procedimento é tentar melhorar o deslizamento da articulação.

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Na artroplastia com implante a articulação doente é substituída por uma peça de metal, a artroplastia do cotovelo. A prótese tem dois componentes, um para o úmero e um para a ulna.

A escolha entre as duas técnicas leva em conta a idade e atividade do paciente e a gravidade da artrose. A prótese do cotovelo tem melhores resultados na dor, mas maior chance de complicações, principalmente de soltura. A prótese é indicada preferencialmente em pacientes acima de 65 anos e que não realizem trabalho braçal ou esporte.

Posted on March 25, 2015 .

Lesão distal do bíceps

Tendão do bíceps rompido

Tendão do bíceps rompido

Definição

O tendão do bíceps possui duas origens, mas apenas uma inserção, no rádio. Dessa maneira, a lesão distal costuma levar a perda de força importante, diferentemente da lesão proximal.

Porque o bíceps rompe?

O bíceps, assim como outros tendões, sofre um processo degenerativo, diminuindo sua resistência com o passar dos anos. Além disso, o uso de anabolizantes diminui a resistência do tendão nessa região. Geralmente o tendão já degenerado acaba rompendo num movimento brusco.

Quais são os sintomas da lesão distal do bíceps?

O paciente costuma referir dor no cotovelo. Equimose grande pode aparecer no braço. Em alguns casos, o músculo retrai, mas isso é menos evidente que na lesão proximal.

Qual o tratamento?

O tratamento geralmente é cirúrgico. A opção por não realizar a cirurgia é feita apenas em casos selecionados, quando existem poucos sintomas.

Como é a cirurgia para a lesão distal do bíceps?

O procedimento é a reinserção do tendão no rádio. Essa fixação pode ser feita com pontos transósseos ou âncoras. Após a cirurgia, é necessária a imobilização com tipoia por 4 a 6 semanas, seguido de fisioterapia para ganho do movimento e fortalecimento muscular.

Posted on March 25, 2015 .

Epicondilite lateral

O que é a epicondilite lateral?

Anatomia óssea do cotovelo

Anatomia óssea do cotovelo

A epicondilite lateral é a tendinite mais frequente do cotovelo. Ela pode ser causada por vários fatores, entre eles esforços repetitivos ou trauma. É conhecida também como "cotovelo de tenista" pela alta incidência em praticantes desse esporte.

Por que ela tem esse nome?

O úmero tem duas protuberâncias próximo do cotovelo, os epicôndilos lateral e medial. A epicondilite lateral é a inflamação dos tendões que se originam no epicôndilo lateral. Eles são responsáveis pelo movimento de estender o punho  e rodar a palma para cima (supinação).

Quais os sintomas da epicondilite lateral?

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O sintoma mais comum é dor na parte elateral do cotovelo. A dor costuma piorar no esporte e no trabalho.

Quais exames são necessários para o diagnóstico?

O exame clínico é suficiente para chegar ao diagnóstico na maioria das vezes. O ultrassom e a ressonância magnética servem para confirmar o diagnóstico e excluir possíveis lesões associadas.

Ressonância magnética mostrando lesão da musculatura junto ao epicôndilo lateral

Ressonância magnética mostrando lesão da musculatura junto ao epicôndilo lateral

Qual o tratamento da epicondilite lateral?

O tratamento consiste em medicações e fisioterapia, além de evitar atividades esportivas e no trabalho que propiciem o agravamento do problema. No caso dos atletas, a adequação da técnica e do material esportivo costumam ajudar. As medicações, dependendo da intensidade dos sintomas, podem ser por via oral, injeções intra-musculares ouinfiltrações. A fisioterapia geralmente contempla medidas de alívio da dor, alongamento e fortalecimento da musculatura do antebraço. 

Na maioria das vezes a doença se resolve sem a necessidade de cirurgia. Pode demorar até 1 ano para ocorrer a resolução completa dos sintomas. 

Quando é necessária a cirurgia?

Quando o tratamento não surte efeito, pode ser indicada uma cirurgia, realizando-se uma limpeza do tendão degenerado. Esta cirurgia pode ser feita por via aberta ou por artroscopia, e é realizada a ressecção da porção doente do tendão.

 

Posted on March 25, 2015 .

Epicondilite medial

O que é a epicondilite medial?

Anatomia óssea do cotovelo

Anatomia óssea do cotovelo

A epicondilite medial é conhecida também como "cotovelo de golfista" pela alta incidência em praticantes desse esporte. É mais rara do que a epicondilite lateral. Ela pode ser causada por vários fatores, entre eles esforços repetitivos ou trauma.

Por que ela tem esse nome?

O úmero tem duas protuberâncias próximo do cotovelo, os epicôndilos lateral e medial. A epicondilite medial é a inflamação dos tendões que se originam no epicôndilo medial. Eles são responsáveis pelo movimento de fletir o punho  e rodar a palma para baixo (pronação).

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Quais os sintomas da epicondilite medial?

O sintoma mais comum é dor na parte medial do cotovelo. A dor costuma piorar aos esforços e na prática de atividades esportivas.

Quais exames são necessários para o diagnóstico?

Ressonância magnética mostrando lesão da musculatura junto ao epicôndilo medial

Ressonância magnética mostrando lesão da musculatura junto ao epicôndilo medial

O exame clínico é suficiente para chegar ao diagnóstico na maioria das vezes. O ultrassom e a ressonância magnética servem para confirmar o diagnóstico e excluir possíveis lesões associadas.

Qual o tratamento da epicondilite medial?

O tratamento consiste em medicações e fisioterapia, além de evitar atividades esportivas e no trabalho que propiciem o agravamento do problema. No caso dos atletas, a adequação da técnica e do material esportivo costumam ajudar. As medicações, dependendo da intensidade dos sintomas, podem ser por via oral, injeções intra-musculares ouinfiltrações. A fisioterapia geralmente contempla medidas de alívio da dor, alongamento e fortalecimento. 

Na maioria das vezes a doença se resolver sem a necessidade de cirurgia. Pode demorar até 1 ano para ocorrer a resolução completa dos sintomas. 

Quando é necessária a cirurgia?

Quando as medidas acima não surtem efeito, pode ser indicada uma cirurgia, na qual é feita uma limpeza no tendão degenerado. Esta cirurgia pode ser feita por via aberta ou por artroscopia, e é realizada a ressecção da porção doente do tendão.

Observe se você tem formigamento na mão

Uma complicação possível da epicondilite medial é o acometimento do nervo ulnar devido a sua proximidade com ele. Esse nervo é aquele que causa a sensação de choque quando batemos o cotovelo. Caso você apresente formigamento constante na mão, especialmente nos dedos mínimo e anular, isso pode ser devido ao nervo ulnar. Casos com compressão do nervo ulnar podem necessitar de cirurgia, onde além de se fazer o desbridamento do tendão é feita a descompressão do nervo.

Posted on March 25, 2015 .

Lesão proximal do bíceps

Anatomia do bíceps

O tendão do bíceps possui duas origens, a cabeça longa e a cabeça curta. A cabeça longa se origina no lábio superior da glenoide, enquanto a cabeça curta no processo coracoide. O rompimento da cabeça longa é frequente, enquanto o da cabeça curta é muito raro. Dessa maneira, esse texto vai abordar apenas a cabeça longa.

Porque o bíceps rompe?

O bíceps, assim como outros tendões, pode sofrer um processo degenerativo, diminuindo sua resistência com o passar dos anos. Além disso, outros fatores como anormalidades no seu trajeto e lesões do manguito rotador podem influir. O manguito rotador normalmente recobre toda a porção articular do tendão. Quando o manguito está lesado o bíceps fica exposto e pode ser submetido a trauma e atrito repetido.

Quais são os sintomas da lesão proximal do bíceps?

O paciente costuma reclamar de dor no ombro. Uma equimose grande pode aparecer no braço. Em alguns casos, o músculo retrai, formando o sinal de Popeye, que é o abaulamento formado pelo músculo no braço.

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Tenodese do bíceps. Seta vermelha: tendão inserido no osso. Seta verde: local onde o tendão estava fixado originalmente

Tenodese do bíceps. Seta vermelha: tendão inserido no osso. Seta verde: local onde o tendão estava fixado originalmente

Qual o tratamento?

Caso o paciente seja pouco sintomático, não é necessária cirurgia. Nesses casos, medicação e fisioterapia costumam ser suficientes. Esse rompimento não costuma levar a diminuição de força. Nos casos de dor persistente ou sinal de Popeye que incomode esteticamente o paciente pode ser realizada a cirurgia.

Como é a cirurgia para a lesão do bíceps?

O procedimento é a tenodese, onde o tendão é fixado no úmero. É importante avaliar também o manguito rotador, geralmente com uma ressonância magnética. A associação de rompimentos do bíceps e do manguito é alta. Caso o manguito esteja rompido e o paciente for sintomático realiza-se, na mesma cirurgia, o reparo da lesão do manguito e a tenodese. Após a cirurgia, é necessária a imobilização com tipoia por 4 a 6 semanas, seguido de fisioterapia para ganho do movimento e fortalecimento do manguito rotador e do bíceps.

Posted on March 25, 2015 .

Bursite olecraniana

O que é bursite olecraniana?

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Bursa é um tecido que existe em diversas articulações, como ombro, cotovelo, joelho e quadril, que tem como funções facilitar o deslizamento dos tendões. Eventualmente a bursa pode ficar inflamada e causar dor. Como no cotovelo ela fica sobre o olécrano, é chamada de bursite olecraniana.

O que causa a bursite olecraniana?

A bursa pode ficar inflamada devido a traumatismo local. Pode ser um macrotrauma, como nas quedas, ou microtraumas, como ficar apoiado sobre a ponta do cotovelo. Outras alterações, como reumatismo, gota e alterações ósseas podem facilitar o aparecimento desse problema.

Quais os sintomas?

Na fase aguda, um inchaço na ponta do cotovelo e vermelhidão local são os achados mais frequentes. A bursa fica com o consistência de uma bexiga cheia de água. Em geral o movimento do cotovelo não fica prejudicado. Ela pode regredir espontaneamente ou ficar crônica, mantendo o inchaço mas geralmente sem a vermelhidão. No caso da gota o processo costuma ser crônico, e a bursa fica endurecida, e não mole como na bursite típica.

Qual o tratamento da bursite olecraniana?

Evitar traumas locais é a medida mais importante. Na fase aguda, compressas frias ajudam e medicação para dor pode ser utilizada dependendo dos sintomas. Nos casos de haver alguma doença associada, como reumatismo ou gota, é importante o tratamento da mesma. Normalmente, a bursite regride sozinha. Caso isso não ocorra, e os sintomas incomodem o paciente, pode ser realizada uma punção para esvaziar a bursa. Cirurgia é indicada na minoria dos casos, quando as outras medidas não surtiram efeito, e consiste na ressecção da bursa.

Cuidados com o diagnóstico

Na fase aguda a principal dificuldade é diferenciar de uma infecção no cotovelo, que pode ter os mesmos sinais e sintomas. Infecções nessa região podem ser graves e levar a sequelas. Na presença de um quadro compatível com bursite, procure um médico para afastar a possibilidade de infecção.

Posted on March 24, 2015 .

Luxação esternoclavicular

O que é a luxação esternoclavicular?

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A luxação esternoclavicular é a perda de congruência entre a clavícula e o esterno. Dentre as articulações do ombro, ela é menos frequentemente acometida. É uma articulação com pouca estabilidade óssea, que depende principalmente dos ligamentos para se manter no lugar.

O que causa a luxação esternoclavicular?

Geralmente ela ocorre devido a traumas, como acidentes de trânsito e lesões decorrentes de esportes de contato.

Quais os tipos de luxação esternoclavicular?

Existem basicamente dois tipos, a luxação anterior e a posterior. A anterior é mais comum e esteticamente mais aparente. A posterior, embora mais rara, é mais perigosa, porque a clavícula pode comprimir estruturas vasculares, nervosas, traqueia e esôfago. Elas também podem ser divididas em agudas, quando ocorreram há poucas horas ou dias, e crônicas ou inveteradas, quando ocorreram há meses ou anos.

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Como é feito o diagnóstico?

O exame físico já é suficiente para o diagnóstico. O paciente costuma referir dor no local, e abaulamento normalmente é visível. Para confirmar a direção da luxação e afastar lesões associadas, como fraturas, normalmente se solicitam radiografias e tomografia computadorizada.

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Qual o tratamento da luxação esternoclavicular?

Nas luxações agudas, tenta-se realizar a redução. Isso normalmente é feito sem a necessidade de cirurgia. Caso ela não fique estável e volte a sair do lugar, pode ser necessária cirurgia. Na luxação posterior, a cirurgia é a regra, para evitar a compressão das estruturas nervosas, vasculares, es6ofago e traquéia. Na luxação anterior, vai depender dos sintomas do paciente. Se houverem poucas queixas, pode-se aceitar o deslocamento. A cirurgia, quando indicada, envolve a reconstrução dos ligamentos com o uso de um enxerto tendíneo, geralmente retirado do joelho. Ele é passado através de perfurações feitas tanto na clavícula como no esterno.

 

Posted on March 24, 2015 .

Artropatia do manguito rotador

O que é a artropatia do manguito rotador?

A artropatia do manguito rotador é um dos tipos de artrose do ombro. Ela é causada por um rompimento grande do manguito, que cronicamente leva a cabeça do úmero a ficar parcialmente deslocada. É um processo crônico, que leva anos ou décadas para se desenvolver. Costuma ocorrer em pacientes idosos.

Ombro direito com dificuldade para a elevação

Ombro direito com dificuldade para a elevação

Quais são os sintomas da artropatia do manguito rotador?

Além da dor, sintoma comum a todos os tipos de artrose, a artropatia do manguito rotador se caracteriza por dificuldade principalmente para elevar o braço, tornando difíceis ações como por a mão na nuca ou pentear os cabelos.

Como é feito o diagnóstico da artropatia do manguito rotador?

Radiografia do ombro. Imagem da esquerda: ombro normal. Imagem da direita: ombro com artropatia do manguito rotador, com a cabeça do úmero mais alta, encostada no acrômio

Radiografia do ombro. Imagem da esquerda: ombro normal. Imagem da direita: ombro com artropatia do manguito rotador, com a cabeça do úmero mais alta, encostada no acrômio

O diagnóstico é feito pelo exame físico, com a constatação de fraqueza dos músculos do manguito rotador e dificuldade de elevar o braço, e é confirmado pela radiografia. Nesse exame, nota-se além da alteração da cartilagem a ascenção da cabeça do úmero, que fica encostada no acrômio.

Além da dor, sintoma comum a todos os tipos de artrose, a artropatia do manguito rotador se caracteriza por dificuldade principalmente para elevar o braço, tornando ações como por a mão na nuca ou pentear os cabelos difíceis.

A ressonância magnética mostra o tendão retraído, a cabeça ascendida e a degeneração da cartilagem. Além disso,  mostra a atrofia e degeneração da musculatura do manguito rotador, que é substituída por gordura, num processo chamado de degeneração gordurosa. Esses achados são irreversíveis.

Ressonância magnética. Imagem da esquerda: achados comuns na artropatia do manguito rotador. Imagens da direita: musculatura normal (setas verdes) e musculatura substituída por gordura, como ocorre na artropatia do manguito rotador (setas vermelhas)

Ressonância magnética. Imagem da esquerda: achados comuns na artropatia do manguito rotador. Imagens da direita: musculatura normal (setas verdes) e musculatura substituída por gordura, como ocorre na artropatia do manguito rotador (setas vermelhas)

Qual o tratamento da artropatia do manguito rotador?

O tratamento inicialmente é conservador. Medicação para dor e fisioterapia para melhorar os movimentos costumam ser utilizados. Além disso, é importante evitar atividades e situações que esforcem muito o ombro. Essas medidas costumam melhorar os sintomas em boa parte dos pacientes. Quando os sintomas não melhoram mesmo após 4 a 6 meses de tratamento conservador, e a dor e limitação atrapalham muito as atividades do dia-a-dia, é indicada a cirurgia. Realiza-se uma artroplastia reversa do ombro. Esse modelo de artroplastia permite que o ombro funcione mesmo sem os tendões do manguito rotador, sendo os movimentos dependentes então do músculo deltoide. 

 

Posted on March 24, 2015 .

Plasma Rico em Plaquetas (PRP)

O que é o Plasma Rico em Plaquetas?

O Plasma Rico em Plaquetas (conhecido também pela sigla PRP) é um preparado obtido através do sangue do próprio paciente, que apresenta concentrações elevadas de plaquetas (as células do sangue responsáveis pela coagulação).

As plaquetas, por sua vez, são ricas em fatores de crescimento, substâncias que atuam estimulando a proliferação das células e regeneração dos tecidos.  

Como o PRP é obtido?

O PRP é produzido a partir do sangue obtido de uma veia periférica (geralmente do braço). O sangue coletado precisa então ser processado para a separação das plaquetas.  

O PRP é um procedimento seguro?

Com a forma atualmente utilizada do PRP, não são descritas complicações significativas.

Onde o PRP pode ser utilizado?

Existem relatos de uso do PRP para o tratamento de artrose do joelho, artrose do quadril, falha de consolidação das fraturas, epicondilite lateral, tendinopatias do tendão calcâneo, e nas lesões do manguito rotador.

Sua possível ação sobre a cicatrização dos tendões do manguito rotador tem sido motivo de recentes pesquisas.

O PRP tem eficácia comprovada?

Em estudos realizados em animais, o PRP já mostrou que promove um aumento da proliferação das células, melhor cicatrização e maior resistência dos tecidos reparados.

Entretanto, em estudos envolvendo humanos, ainda não existe consenso na literatura médica. Pesquisas estão sendo realizadas para um maior esclarecimento sobre a sua ação.

Atualmente o PRP é liberado apenas para protocolos de pesquisa no Brasil, não sendo recomendado na prática clínica.

 

Posted on March 6, 2013 .

Doutorado

Avaliação do uso do plasma rico em plaquetas no reparo da rotura do supraespinal”

Projeto de pesquisa desenvolvido desde setembro de 2008, e matriculado no Doutorado pelo Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP em dezembro de 2009. Defesa de Doutorado em dezembro de 2013.

O estudo envolveu 54 pacientes, distribuídos aleatoriamente em 2 grupos. Os dois grupos eram submetidos ao reparo artroscópico do manguito rotador, mas em um deles era acrescentado o PRP ao final do procedimento. Os pacientes foram acompanhados por 12 meses, sendo avaliados de maneira clínica e por ressonância magnética.

Para produzir o PRP, era coletado sangue de uma veia periférica (geralmente do braço), e o sangue era então processado por uma máquina de aférese (máquina que filtra o sangue, recolhendo somente as plaquetas e devolvendo o restante ao sangue do paciente).

O objetivo deste estudo foi avaliar se o PRP apresenta algum benefício aos pacientes com lesões do manguito rotador, tanto na melhora dos sintomas como na melhora da cicatrização.

Ao final de 12 meses, os resultados clínicos dos pacientes que receberam o PRP foram superiores aos do grupo que recebeu o tratamento convencional.

 

Acesse a tese na íntegra

 

Posted on March 6, 2013 .

Luxação do cotovelo

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O que é a luxação do cotovelo?

A luxação do cotovelo é a perda de congruência entre o braço e o antebraço. O cotovelo é uma articulação bastante estável, tanto pela sua anatomia óssea como ligamentar. Geralmente é preciso um trauma grave ou fraturas associadas para ocorrer a luxação.

Quais os sintomas da luxação do cotovelo?

Os sintomas após uma luxação são dor e dificuldade de realizar os movimentos, além de deformidade local.

Quais exames são necessários?

A radiografia é suficiente na maioria das vezes. Em algumas situações a tomografia é solicitada, para detectar fraturas com mínimo desvio ou incompletas, ou ainda para planejar melhor o tratamento cirúrgico.

Quais os tipos de luxação do cotovelo?

As luxações são divididas em dois grupos: luxação isolada, onde ocorre lesão somente dos ligamentos, ou luxação associada com fraturas. Uma ocorrência bastante grave é a associação entre luxação com fraturas da cabeça do rádio e da ulna, chamada de “tríade terrível”.

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Qual o tratamento após a luxação do cotovelo?

Após uma luxação, é recomendado procurar atendimento médico para colocar o cotovelo no lugar e excluir a ocorrência de fraturas ou outras lesões associadas. No caso de luxação isolada normalmente não é necessária cirurgia. Utiliza-se tipoia por 1  a 3 semanas, permitindo movimentos algumas vezes ao dia, e evitando as posições de maior risco para novos episódios, como esticar o cotovelo. Em casos com maior instabilidade pode ser necessário usar um brace articulado.

Reparo dos ligamentos (com âncoras) e substituição da cabeça do rádio por prótese

Reparo dos ligamentos (com âncoras) e substituição da cabeça do rádio por prótese

Quando é indicado o tratamento cirúrgico na luxação do cotovelo?

O tratamento cirúrgico está indicado nos casos com fraturas associadas, ou ainda nos casos de luxação isolada mas com muita instabilidade, quando o cotovelo volta a deslocar após ser reduzido.

Como é a cirurgia?

É realizado o reparo dos ligamentos lesados, geralmente com âncoras. Se existirem fraturas, elas devem ser fixadas. Caso a fratura da cabeça do rádio seja muito fragmentada pode ser necessário a utilização de uma prótese.  Em algumas situações, mesmo após o reparo dos ligamentos e fixação das fraturas, o cotovelo permanece instável. Nesses casos, utiliza-se um fixador externo articulado, que permite movimentar o cotovelo e proteger a cirurgia. Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar a rigidez do cotovelo.

Posted on February 14, 2013 .

Rigidez do cotovelo

O que é a rigidez do cotovelo?

O cotovelo é responsável por quatro tipos de movimento:

- Flexão: dobrar o cotovelo

- Extensão: esticar o cotovelo

- Pronação: virar a palma para baixo

- Supinação: virar a palma para cima

Quando algum desses movimentos está restrito, estamos diante de um caso de rigidez do cotovelo. A rigidez é grave quando impede atividades do dia-a-dia como levar a mão à boca, por limitação da flexão, realizar a higiene íntima, por limitação da extensão, ou de posicionar a mão para escrever, por limitação da pronação, entre outros.

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Fraturas articulares do cotovelo, que podem ser causa de rigidez

Fraturas articulares do cotovelo, que podem ser causa de rigidez

Quais as causas da rigidez do cotovelo?

As principais causas são imobilização prolongada, fraturas, artrose do cotovelo, lesão da cartilagem e fibrose dos tecidos que revestem a articulação.

Por que ocorre a rigidez do cotovelo?

A cápsula, o tecido que reveste a articulação, e a superfície articular devem estar normais para permitir o movimento. Caso ocorra fibrose da cápsula ou alteração da superfície articular o movimento pode ficar restrito.

Quais os sintomas da rigidez do cotovelo?

O principal sintoma é a dificuldade para realizar os movimentos. A presença ou não de dor vai depender da causa da rigidez. É comum ter dor em outras articulações, como ombro e punho, porque os movimentos do membro superior dependem da integração de todas elas. A limitação de uma articulação sobrecarrega as demais.

Qual o tratamento da rigidez do cotovelo?

CPM (Continuous Passive Motion)

CPM (Continuous Passive Motion)

O tratamento é não cirúrgico na maioria das vezes. Nos casos leves, fisioterapia convencional pode resolver. Nos casos mais graves, o uso da terapia ocupacional é imprescindível. Os terapeutas ocupacionais podem confeccionar órteses sob medida que ajudam no ganho de movimento. Essas órteses ajudam o cotovelo a esticar e a dobrar, e são utilizadas durante alguns períodos do dia. Outro aparelho que pode ajudar é a CPM (continuous passive motion), máquina que faz os movimentos do cotovelo sem a necessidade de colaboração do paciente. O paciente tem que estar muito motivado para o tratamento ser efetivo, uma vez que ele é bastante longo e cansativo. Costuma durar vários meses, e exige exercícios diversas vezes ao dia.

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Quando a cirurgia é indicada na rigidez do cotovelo?

Caso os movimentos não melhorem após o tratamento conservador, e o grau de rigidez atrapalhe as atividades do paciente.

Quais os tipos de cirurgia para a rigidez do cotovelo?

O princípio geral é liberar as aderências da cápsula e corrigir problemas da superfície articular. Dependendo da gravidade e da causa da rigidez, diversos procedimentos podem ser empregados.

Liberação artroscópica

É indicada nos casos de rigidez leve e sem deformidade da superfície articular. É feita a liberação da cápsula contraturada, além de ressecados osteófitos, ou bicos de papagaio, e corpos livres, que são fragmentos de osso ou cartilagem soltos no interior da articulação. A vantagem da artroscopia é a via de acesso minimamente invasiva, utilizando pequenos cortes. Entretanto, o ganho de movimento costuma ser menor que na liberação aberta. 

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Liberação aberta

Indicada nos casos graves, sem deformidade importante da superfície articular. É feita a liberação de todas as estruturas contraturadas (cápsula, ligamentos), além de ressecados osteófitos (bicos de papagaio) e corpos livres (fragmentos de osso ou cartilagem soltos no interior da articulação).

 
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Artroplastia de interposição

Na artroplastia de interposição é feito o recobrimento da cartilagem doente com um pedaço de fáscia, tecido que recobre o músculo, retirado do próprio paciente. O objetivo desse procedimento é tentar melhorar o deslizamento da articulação. É indicada nos casos em que a rigidez é grave e existe dor associada, com superfície articular degenerada.

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Artroplastia com implante

Na artroplastia total com implante (prótese) a articulação doente é substituída por uma peça de metal. A prótese tem dois componentes, um para o úmero e um para a ulna. Geralmente é indicada em pacientes acima dos 65 anos, pelo risco de soltura. Existe ainda a substituição da cabeça do rádio apenas, indicada quando esse osso está deteriorado, mas o restante da articulação permanece bom. Esse tipo de prótese pode ser feito em pacientes jovens sem grandes problemas.

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Como é a recuperação após a cirurgia?

Independente do procedimento utilizado, a reabilitação é importantíssima para o resultado final. A terapia ocupacional, com utilização de órteses e CPM, é indicada na maioria dos casos.

Posted on February 14, 2013 .

Fratura proximal do úmero

Introdução

A fratura da extremidade proximal do úmero é uma das fraturas mais comuns. Ela ocorre mais frequentemente em idosos do sexo feminino, e está relacionada à osteoporose. Ocorre geralmente após quedas ao solo.

Como é feito o diagnóstico?

O paciente costuma reclamar de dor e dificuldade para movimentar o ombro. Equimose grande pode aparecer no braço, geralmente após após alguns dias. Radiografias e tomografia computadorizada são os exames mais utilizados. Quanto mais fragmentada e desviada a fratura, mais grave ela é.

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Como é o tratamento da fratura proximal do úmero?

A grande maioria das fraturas pode ser tratada sem a necessidade de cirurgia. Nessa situação, realiza-se a imobilização com tipoia por cerca de 1 mês. Fisioterapia leve para ganho dos movimentos é iniciada com cerca de 10 a 30 dias, dependendo do tipo de fratura, e é intensificada após terminado o período de imobilização.

Quando é necessária a cirurgia? Como ela é feita?

Quando o desvio entre os fragmentos é grande, é indicado o tratamento cirúrgico. Na maioria das vezes, é realizada a fixação com placa e parafusos. Em algumas situações é necessária a realização de uma artroplastia, em especial quando a fragmentação é muito importante, dificultando a fixação com os parafusos.

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Após a cirurgia, é iniciada a fisioterapia o mais rapidamente possível. Isso vai depender de quão firme ficou a fixação, da gravidade da lesão e da sintomatologia do paciente. Tipoia é mantida por cerca de 1 mês.

Posted on February 14, 2013 .

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Fratura da cabeça do rádio

Introdução

O rádio é um dos ossos do antebraço. A parte mais proximal dele, chamada de cabeça, articula-se com o úmero e a ulna no cotovelo. As fraturas desse local costumam ocorrer após queda sobre a mão.

Como é feito o diagnóstico?

A radiografia é suficiente na maioria das vezes. Em algumas situações a tomografia é solicitada, para detectar fraturas com mínimo desvio ou incompletas, ou ainda para planejar melhor o tratamento cirúrgico. O paciente costuma ter dor para movimentar o cotovelo e rodar a palma para cima e para baixo.  

Como é o tratamento da fratura da cabeça do rádio?

Tipos de fraturas da cabeça do rádio

Tipos de fraturas da cabeça do rádio

Nos casos onde não existe desvio, ou o desvio é pequeno, pode ser feito o tratamento conservador. Diferentemente da maioria das fraturas, onde imobilização é necessária por 4 a 6 semanas, a fratura da cabeça do rádio é tratada com movimentação o mais precoce possível, ficando o paciente com tipoia por no máximo 1 semana. Após esse período realiza-se fisioterapia. Nos casos com desvio, é indicada a cirurgia.

Como é feita a cirurgia da fratura da cabeça do rádio?

Nos casos com desvio das fragmentos, indica-se a cirurgia. O tipo de cirurgia vai depender do grau de fragmentação óssea. Quando apenas uma pequena parte da cabeça é acometida, é possível a fixação com parafusos do fragmento destacado no restante do osso não acometido. Quando toda a cabeça fica separada do resto do osso, é necessária a utilização de placa e parafusos. Nos casos com fragmentação importante da cabeça, com 3 ou mais fragmentos, ou quando ocorreu junto com a fratura uma luxação do cotovelo, normalmente é feita uma artroplastia da cabeça do rádio. Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar a rigidez do cotovelo.

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Posted on February 14, 2013 .

Fratura da clavícula

Como é o tratamento da fratura da clavícula?

A maioria das fraturas da clavícula pode ser tratada sem a necessidade de cirurgia, utilizando uma tipoia comum ou uma imobilização em oito com bons resultados. A vantagem da imobilização em oito é manter os braços livres. A tipoia, embora mais confortável, impede o uso do braço. Após o tempo de imobilização, que é de 4 a 6 semanas, é iniciada a fisioterapia.

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Quando é indicada a cirurgia na fratura da clavícula?

A cirurgia é indicada nas fraturas muito fragmentadas ou naquelas que apresentam desvio importante. O método mais utilizado para o tratamento é a fixação com placas e parafusos. Outra indicação é nos casos de pseudartrose, que é a ausência de consolidação após o tratamento. A diferença nesses casos em relação ao tratamento das fraturas agudas é a necessidade de utilizar enxerto ósseo, retirado da bacia, para estimular a consolidação. 

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Posted on February 14, 2013 .

Fratura do olécrano

Introdução

Fratura do olécrano

Fratura do olécrano

O olécrano é uma parte da ulna, um dos ossos do antebraço. Ele se articula com o úmero no cotovelo. As fraturas desse local costumam ocorrer após queda sobre a mão ou traumas diretos sobre o cotovelo.

Como é feito o diagnóstico?

A radiografia é suficiente na maioria das vezes. Em algumas situações a tomografia é solicitada, para detectar fraturas com mínimo desvio ou incompletas, ou ainda para planejar melhor o tratamento cirúrgico.

Como é o tratamento da fratura do olécrano?

Nos casos onde não existe desvio, pode ser feito o tratamento conservador. Nessa situação, costuma-se imobilizar o cotovelo com uma tala gessada por cerca de 1 mês, e após esse período realiza-se fisioterapia. Nos casos com desvio, é indicada a cirurgia.

Como é feita a cirurgia das fraturas do olécrano?

Os dois métodos mais utilizados são a banda de tensão ou a fixação com placas e parafusos. Nas fraturas mais simples, os dois métodos podem ser utilizados. Nos casos mais graves, é necessária a utilização de placa e parafusos. Após a cirurgia, a fisioterapia é iniciada o mais precocemente possível, para evitar rigidez do cotovelo.

Figura da esquerda: fixação com banda de tensão. Figura da direita: fixação com placa e parafusos. 

Figura da esquerda: fixação com banda de tensão. Figura da direita: fixação com placa e parafusos. 

Posted on February 14, 2013 .

Tipoia

A tipoia deve ser ajustada de maneira adequada, para evitar dor nos ombro, cotovelo e punho decorrente do mau uso. Além disso, o uso incorreto dessa imobilização pode prejudicar a cicatrização das estruturas acometidas e inclusive por em risco o resultado de um procedimento cirúrgico.

A tipoia corretamente posicionada mantém o cotovelo em 90° de flexão e o braço rente ao tronco. A faixa que passa por trás do pescoço não deve permanecer nem muito justa, o que pode dar dor no pescoço e no cotovelo, nem muito larga, o que deixa o ombro com mobilidade acima da recomendada. Da mesma maneira, a faixa que passa pelas costas deve estar na tensão correta: nem muito justa, o que pode gerar desconforto e machucar a pele, nem muito larga. pois não imobiliza corretamente.

    Uso correto da tipoia (imagem da esquerda). Na imagem do centro, tipoia com alça muito longa, e na da direita, muito curta.

    Uso correto da tipoia (imagem da esquerda). Na imagem do centro, tipoia com alça muito longa, e na da direita, muito curta.

    Tipoia com almofada corretamente posicionada

    Tipoia com almofada corretamente posicionada

Em algumas situações é indicada a tipoia com uma almofada que mantenha o braço aberto. Nessas situações, a posição correta é manter a almofada na parte lateral do abdome, e deixar a mão apontando para a frente. A almofada não deve ficar sobre a barriga.

Posted on February 13, 2013 .